Ginástica ganha ouro e bronze, mas vagas olímpicas ficam para 2027

Rebeca é ouro no salto, e Flávia é bronze na trave, mas equipes ficam fora do top 3 que garantiria vaga em LA 2028

Rebeca e Flávia subiram ao pódio em Roterdã (Foto: CBG)

O Brasil fechou sua participação no Mundial de Ginástica Artística de 2026, em Roterdã, neste domingo, 25, com um misto de sensações: celebrando o tricampeonato mundial de Rebeca Andrade no salto, título obtido no dia anterior, e o bronze de Flávia Saraiva, na trave, no encerramento do evento; mas também lamentando que nenhuma das equipes completas alcançou o pódio que daria a vaga olímpica antecipada na Olimpíada de Los Angeles 2028, nos Estados Unidos.

Com Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg, além de Rebeca e Flavinha, o Brasil somou 159.730 pontos e ficou no 5º lugar por equipes femininas, atrás de China, Estados Unidos, Japão e França, respectivamente. Só as três primeiras garantiam a vaga antecipada.

A expectativa é de que o País suba de desempenho a partir do ano que vem com a volta esperada de Jade Barbosa e Júlia Soares, medalhistas de bronze em Paris 2024 e afastadas das competições devido à maternidade e por conta de uma lesão na perna direita, respectivamente.

Ginasta brasileiro da equipe masculina executa exercício durante o Mundial de Ginástica Artística de 2026, em Roterdã.
Equipe masculina ficou longe das finais (Foto: CBG)

Entre os homens, não havia expectativa de vaga olímpica, mas o desempenho foi ainda mais frustrante: um 19º lugar, com 232.694 pontos, bem longe das oito equipes que avançariam às finais. Arthur Nory, Diogo Soares, Vitaly Guilmarães, Patrick Corrêa, Johnny Oshiro e Bernardo Miranda formaram o time brasileiro.

Nory se machucou durante as classificatórias da barra fixa e desfalcou a equipe, bem como Caio Souza, operado do bíceps direito. Mesmo com a volta deles em 2027, é difícil imaginar que a equipe completa consiga uma das nove vagas a serem distribuídas no Mundial do ano que vem.

Confira abaixo as formas de o Brasil conseguir vagas para LA 2028 tanto por equipes quanto individualmente a partir do ano que vem:

Como o Brasil pode se classificar para Los Angeles 2028?

1. Mundial de Ginástica Artística de 2027 — Chengdu (China)

Período: 29 de setembro a 8 de outubro de 2027

O Mundial de 2027 será a principal oportunidade para o Brasil garantir vagas na ginástica artística dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Classificação por equipes: os nove países mais bem colocados na competição classificatória garantirão vagas para os Jogos, desde que ainda não estejam classificados. Cada equipe terá cinco atletas.

Classificação individual: também haverá vagas para:

  • Os três países mais bem colocados fora do grupo dos nove classificados por equipes, com uma vaga individual para cada país;
  • Os 14 melhores atletas do individual geral feminino que ainda não tenham conquistado a classificação;
  • Os oito melhores atletas do individual geral masculino que ainda não tenham conquistado a classificação;
  • Os três melhores atletas da final de cada aparelho que ainda não estejam classificados.

As vagas serão distribuídas conforme os critérios de elegibilidade de cada modalidade e os limites de participação por país.

2. Copa do Mundo de Ginástica Artística de 2028

Período: 24 de fevereiro a 15 de abril de 2028

O circuito da Copa do Mundo oferecerá mais uma oportunidade de classificação olímpica, desta vez por aparelho.

Serão cinco etapas, previstas para Alemanha, Azerbaijão, Turquia, Bulgária e Egito.

Ao final do circuito, os dois melhores atletas elegíveis de cada aparelho garantirão vagas para Los Angeles 2028, desde que ainda não tenham conquistado a classificação por outros critérios.

3. Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística de 2028 — Rio de Janeiro (Brasil)

Período: maio de 2028

O Campeonato Pan-Americano será a última oportunidade de classificação prevista neste caminho.

A competição oferecerá uma vaga nos individuais gerais masculino e feminino aos melhores ginastas de cada gênero que ainda não tenham conquistado a classificação olímpica.

Assim, mesmo que o Brasil não obtenha vagas por equipes no Mundial de 2027, seus ginastas ainda poderão buscar a participação em Los Angeles 2028 pelas oportunidades individuais distribuídas nas competições seguintes.

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